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Superterra pode mudar forma como buscamos vida extraterrestre

Atualizado: 20 de mar. de 2021

Um exoplaneta que fica a 26 anos-luz de nós possui altas temperaturas, o que ajuda astrônomos a estudarem sua atmosfera.

O exoplaneta Gl 486 b circunda uma estrela anã vermelha, que é um pouco menor que o Sol

O Chamado de Gliese 486b, exoplaneta a 26 anos-luz de nós possui altas temperaturas, o que possibilita os astrônomos conseguirem estudar por observação e analises telescópicas e computadorizadas a atmosfera do planeta à procura de indícios de formas de vida e da capacidade de suporta-la na forma como conhecemos.


Os cientistas descobriram uma superterra "vizinha" chamada "Gliese 486b", que orbita uma estrela anã vermelha relativamente próxima em nosso sistema solar a cerca de 26 anos-luz de distância. A descoberta foi publicada na revista Science nesta sexta-feira (5) e pode mudar a forma como as pessoas buscam vida extraterrestre no universo.


Como apontaram os pesquisadores internacionais responsáveis ​​por este novo estudo, o planeta recém-descoberto é muito importante porque ajudará a estudar a atmosfera de outras rochas e planetas semelhantes à Terra.


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Gliese 486b é um exoplaneta 30% maior que a Terra, mas menor que os gigantes gasosos do sistema solar classificados como superterra. O que é enorme não é apenas o tamanho. Comparada com a temperatura da Terra, a temperatura lá é assustadora: a temperatura média é de cerca de 430ºC.


“Você não seria capaz de sair [caminhando pelo exoplaneta Gliese 486b] sem algum tipo de traje espacial”, disse em comunicado o coautor do estudo, Ben Montet, astrônomo da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália.


"A gravidade [em Gliese 486b] também é 70% mais forte do que na Terra, tornando mais difícil andar e pular. Alguém que pesasse 50 quilogramas na Terra sentiria como se pesasse 85 quilos no Gliese 486b”, completa o pesquisador.


No entanto, todos esses obstáculos práticos não devem desmotivar: a pesquisa na atmosfera recém-descoberta do mundo do fogo ainda ajuda a encontrar planetas semelhantes, mas habitáveis, para alcançar alguma forma de vida.


"Essa descoberta tem o potencial de transformar nossa compreensão das atmosferas planetárias”, garante Montet. "Há muito tempo que sabemos que devem existir superterras rochosas em torno de estrelas próximas, mas não tínhamos a tecnologia para procurá-las até recentemente.”


As superterras como a que foi descoberta não são raras de serem identificadas nos dias de hoje, porem a Gliese 486b é diferenciada. O calor gerado por esse exoplaneta é tão poderoso que “incha” a atmosfera, ajudando os astrônomos a fazerem medições atmosféricas melhores e mais assertivas.


Sem falar que a posição desse mundo – que cruza sua estrela sob nossa perspectiva terráquea – também ajuda nas análises de sua atmosfera. E a proximidade de Gliese 486b como nosso “vizinho” o torna um bom candidato para a busca por vida extraterrestre com telescópios de nova geração, como o Telescópio Espacial James Webb, que a Nasa pretende lançar em outubro de 2021.


Será que um dia, telescópios muito avançados poderão encontrar estruturas semelhantes a Pirâmides ou Stonehenge por exemplo? Se supostamente outras civilizações conseguiram tal feito os satélites ou super telescópios do futuro poderão com certeza (do jeito que a evolução tem sido exponencial) ver tão longe quanto ainda nem conseguimos imaginar.


Fontes: Revista Science, Eureka Alert, Revista Galileu


Pesquisa e Texto escrito por:

Canal Supostamente

(Tiago Magalhães)


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